Um total de 347 cidadãos moçambicanos foram forçados a regressar à sua terra natal, a África do Sul, devido a incidentes de xenofobia. A informação foi divulgada pelo Gabinete de Informação (GABINFO), que detalha o contínuo processo de assistência e repatriamento, gerido pelas missões diplomáticas e consulares de Moçambique no país vizinho.
Detalhes do Repatriamento
Dos 347 moçambicanos que regressaram, 287 já se encontram em território nacional. Estes incluem grupos provenientes de Joanesburgo e da província de North West. Na província de KwaZulu-Natal, o Consulado de Moçambique em Durban facilitou o regresso de 60 cidadãos, que atravessaram o Posto Fronteiriço da Ponta do Ouro.
Na província de Limpopo, 67 moçambicanos estão atualmente sob assistência consular na Esquadra de Groblersdal. Estes aguardam a conclusão dos procedimentos de triagem para que o seu repatriamento possa ser efetuado.
Apoio e Situação Humanitária
Durante as operações de acolhimento em Pretória, foi registado o nascimento de uma criança nas instalações do Alto Comissariado. A mãe, identificada como Amélia Timbe, foi transferida para o Hospital Steve Biko, onde permanece sob cuidados médicos.
As autoridades moçambicanas reiteraram o seu compromisso em continuar a acompanhar a evolução da situação na África do Sul. As missões diplomáticas e consulares estão a prestar apoio aos cidadãos afetados e a organizar novas operações de repatriamento, sempre que as condições permitam o regresso seguro dos moçambicanos ao seu país.

