Impacto do projecto Promove Transporte nas zonas rurais
O projecto Promove Transporte tem registado progressos significativos na melhoria da transitabilidade rodoviária e nas condições de vida das populações residentes nas zonas rurais das províncias de Nampula e Zambézia. A avaliação do impacto desta iniciativa foi apresentada durante a VI Reunião do Comité Directivo, onde se confirmou que as obras realizadas facilitam o escoamento de produtos agrícolas, bem como a circulação de pessoas e bens.
Esta iniciativa, sob a égide do Ministério dos Transportes e Logística, conta com um orçamento global de 124 milhões de euros, integralmente financiados pela União Europeia. O projecto alinha-se com as metas estratégicas definidas para o sector dos transportes, visando promover o desenvolvimento regional através de infra-estruturas rodoviárias mais eficientes.
Intervenções rodoviárias e lotes de execução
As obras do projecto foram estruturadas em três lotes principais para garantir a cobertura das necessidades logísticas nas regiões abrangidas. Na província de Nampula, o primeiro lote foca-se no troço Namitil–Angoche, enquanto os lotes um e dois incluem a asfaltagem de 50 quilómetros no troço Lioma–Mutuali e a manutenção periódica de 125 quilómetros entre Gurué e Nampevo.
Na província da Zambézia, o terceiro lote do projecto abrange os troços Majaua–Milange e Milange–Molumbo–Mugomo. Estas intervenções visam assegurar a durabilidade das vias e a conectividade entre os pontos estratégicos de produção e os mercados de consumo.
Acompanhamento e medidas de cariz social
O Inspector-Geral do Ministério dos Transportes e Logística, Luís Chaúque, assegurou que o Ministério mantém um acompanhamento minucioso e contínuo de todas as actividades. O foco central é garantir que o apoio financeiro da União Europeia se traduza em infra-estruturas duradouras para as comunidades locais.
Além da componente rodoviária, o programa destaca-se pela inclusão de medidas de acompanhamento social executadas em paralelo. Estas acções integradas permitiram a construção de escolas, mercados rurais e furos de água potável, além do plantio de árvores nas áreas circundantes às obras. Face aos resultados alcançados, o modelo de desenvolvimento integrado tem sido apontado como uma referência para futuras intervenções rodoviárias no país.

