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Funcionário da AT detido por suspeita de corrupção em Nampula

Novembro 2, 2026

Detenção de funcionário da Autoridade Tributária em Nampula

O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Nampula efetuou, na segunda-feira, dia 2 de novembro, a detenção de um funcionário público. O indivíduo em questão desempenhava funções na Direção da Área Fiscal da Autoridade Tributária de Moçambique (AT).

A detenção ocorreu no âmbito de uma investigação que apura a prática de um crime específico. O funcionário é formalmente indiciado pelo crime de simulação de competência.

O esquema de cobrança indevida

Segundo as informações divulgadas pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, o suspeito teria arquitetado um esquema de cobrança ilícita. O objetivo central da ação era a obtenção de uma vantagem financeira indevida.

O funcionário solicitou o pagamento de 100 mil meticais a um cidadão. A promessa feita pelo indiciado era a de viabilizar o levantamento de uma viatura que se encontrava apreendida pelas Alfândegas.

As autoridades competentes esclareceram que o funcionário não possuía qualquer autoridade legal para intervir no processo. O ato de prometer a liberação do veículo configura uma simulação de competência para obter ganhos financeiros ilícitos.

Provas e evidências da investigação

Durante a fase de instrução preparatória, as autoridades reuniram elementos probatórios que sustentam a acusação contra o funcionário. Estes dados foram fundamentais para a formalização do processo judicial em curso.

Entre as evidências recolhidas, destacam-se os comprovativos de duas transferências eletrónicas. Cada uma das transações foi realizada no valor de 50 mil meticais, totalizando a quantia exigida pelo suspeito.

Ambas as transferências foram efetuadas diretamente a favor do funcionário agora detido. Estes documentos financeiros servem como prova material da solicitação e do recebimento do valor ilícito.

Procedimentos legais e normas da instituição

O processo conta ainda com informações oficiais fornecidas pela própria Autoridade Tributária e pelos Serviços Provinciais das Alfândegas. Estes documentos detalham os procedimentos legais que devem ser obrigatoriamente seguidos para o tratamento de viaturas apreendidas.

A análise destes documentos confirma que o suspeito agiu à margem das normas estabelecidas pela instituição. O funcionário não tinha competência funcional para realizar o procedimento de liberação do veículo, violando os protocolos legais aplicáveis.

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