A presença do Presidente da República, Daniel Chapo, na Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, realizada em Angola, está a abrir portas para novas parcerias e investimentos em Moçambique. Empresários de Angola, dos Emirados Árabes Unidos e de outras nações, juntamente com organizações internacionais, demonstraram interesse em apoiar projetos estratégicos em diversos setores do país.
Interesse em Turismo e Formação
A Organização Mundial do Turismo (ONU Turismo), representada pela sua secretária-geral, Shaikha Al Nuwais, manifestou a intenção de visitar Moçambique para explorar oportunidades de cooperação. Foram discutidas as prioridades do governo moçambicano para o desenvolvimento do turismo, com ênfase na valorização do potencial costeiro e na necessidade de investir na formação de profissionais qualificados. A capacitação de recursos humanos foi destacada como uma área prioritária de cooperação.
Investimento em Infraestruturas e Indústria
O Grupo Mangrove Investment, dos Emirados Árabes Unidos, comprometeu-se a apoiar a modernização das infraestruturas moçambicanas. O diretor-executivo da empresa, Christos Grigorakis, afirmou o forte empenho em ajudar no desenvolvimento e transformação das infraestruturas do país nos próximos anos, alinhando-se com os entendimentos entre os líderes dos dois estados. O grupo pretende mobilizar recursos para áreas consideradas prioritárias pelo governo, acreditando que o programa de governação apresentado por Daniel Chapo tem potencial para acelerar o desenvolvimento económico e social.
Adicionalmente, o Grupo OPAIA, de Angola, anunciou planos para estabelecer uma presença permanente em Moçambique, com a criação de um escritório e uma empresa local. O foco de investimento será em setores como construção civil, energia, águas, indústria e produção de fertilizantes. O presidente-executivo do grupo, Agostinho Kapaia, expressou o desejo de encontrar empresários moçambicanos para desenvolver parcerias e defendeu o reforço da cooperação económica entre Angola e Moçambique.
A diplomacia económica tem sido um instrumento chave para a captação de investimento estrangeiro e promoção das potencialidades nacionais, reforçando as perspetivas de novas parcerias essenciais para impulsionar o crescimento económico, a criação de emprego e a melhoria das condições de vida da população.

